Congresso Nacional
de
Jovens Folcloristas 2021

OBJETIVOS DO CONGRESSO DE JOVENS FOLCLORISTAS DENOMINADO "REGRESSO AO FUTURO"

Os jovens constituem o maior tesouro da sociedade pois são o garante do futuro da humanidade e os obreiros dos destinos da civilização humana. O movimento associativo, por sua vez, constitui um dos elos de ligação geracional que garantem essa continuidade e a transmissão de conhecimentos e identidade dentro de uma comunidade.
Todavia, a pandemia da Covid-19 trouxe consigo novos e inquietantes desafios ao movimento associativo no geral o aos grupos de folclore, em particular, onde os jovens detêm um papel preponderante não só na aprendizagem dos elementos da nossa matriz identitária, mas, também, na sua perpetuação às futuras gerações.

Verifica-se que, por força dos constrangimentos inerentes, nomeadamente o confinamento e estagnação forçada do movimento associativo, os seus atores, em particular os jovens, parecem estar a criar novos hábitos, novas rotinas, num processo de isolamento social e comunitário com potencial tendência para remeter cada vez mais ao esquecimento a nossa matriz identitária.
O setor associativo dedicado ao folclore sente a perigosidade do afastamento dos seus componentes, o que poderá levar, a curto prazo, à perda da sua maior riqueza: as suas gentes, desde as crianças, adolescentes, jovens e menos jovens.

Assim, aliado às demais iniciativas promovidas pelo Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português (FFP), pretende-se dar continuidade ao trabalho de preservação e divulgação do nosso património cultural de cariz tradicional e popular, através da formação dos agentes mais jovens da sociedade cultural e associativa, trazendo-os, de novo, ao debate em torno de tão preciosa temática.

Nesta estagnação social, com o Congresso Nacional de Jovens Folcloristas, a FFP pretende constituir-se enquanto "pedrada no charco", estimulando os jovens folcloristas em território nacional, nas regiões autónomas e nas comunidades da diáspora a refletir sobre o movimento associativo e os efeitos da pandemia nas associações e agentes culturais vinculados à cultura tradicional e popular.
Há que reunir e repensar o futuro pós-pandemia, aludindo-se às formas dos grupos se reinventarem, explorando ações alternativas que vão para além das suas habituais apresentações. Tendo os jovens um reconhecido papel na dinamização dos grupos onde se inserem, pretende-se capacitá-los de ferramentas que auxiliem o regresso das associações às suas atividades, e motivá-los para o processo de continuidade ao voluntarioso e patriótico trabalho de pesquisa, salvaguarda e divulgação do património cultural imaterial português.
Por força das circunstâncias, de acordo com regras de segurança da Direção Geral da Saúde, e agindo com prudência e respeito pela saúde e pela vida, optou-se pela realização do Congresso através de uma plataforma digital, possibilitando a participação de um maior número de jovens. Estima-se que aproximadamente 500 jovens, oriundos de Portugal continental, Açores, Madeira e da diáspora (Brasil, Canadá, EUA, França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Alemanha) possam estar conectados no dia 29 de maio, para debater em torno daquilo que os une: a identidade portuguesa e a nossa portugalidade.

Sinopse dos temas que serão abordados no Congresso:

A cultura em tempo de pandemia
Abordar-se-á a forma como encarar a problemática contemporânea do folclore no rescaldo de uma pandemia avassaladora da sociedade e do movimento associativo.
Envolver-se-ão nesta discussão multidisciplinar vários agentes culturais ligados a outros setores da cultura como o teatro, música e associativismo.

Efeitos sociológicos/psicológicos da pandemia na sociedade e nas suas estruturas sociais/culturais.
Prestar-se-á um olhar sociológico/psicológico sobre os efeitos sentidos, em vários níveis, nas estruturas culturais do país fruto do isolamento e afastamento físico e social das pessoas pertencentes a uma comunidade ou organização comunitária como é o caso das associações culturais.
Que caminhos poderão despontar-se para um regresso progressivo à atividade?

O traje tradicional e popular português
Proporcionar-se-á uma perspetiva histórica da evolução do traje tradicional e popular e a sua inevitável interdependência com o meio envolvente. Torna-se um tema relevante para a discussão entre jovens folcloristas, podendo verificar como o meio natural constitui um dos aspetos incontornáveis na definição de traços distintivos do traje tradicional e popular português. Serão aprofundados aspetos do bem trajar e apontamentos para uma correta confeção do traje.

Gestão de tocatas
Um dos aspetos dominantes nas artes do espetáculo incide no tratamento dado aos diversos atores num espetáculo de folclore, por exemplo, no que se refere à tocata: melhor posicionamento dos músicos, dos cantadores e do coro (caso exista).
De igual modo, a própria planificação da tocata, diferenciada do restante grupo de folclore, merece um olhar mais atento, procurando, assim, delinear os cuidados a ter quanto à valorização deste importante vetor de um grupo de folclore.

Folclore e artes do espetáculo
Será que a expressão "espetáculo" se aplica às apresentações públicas do folclore e da etnografia? Partindo da premissa de que assim é, torna-se necessário proceder à qualificação dos espetáculos de folclore assegurando que estes se transformem em exibições de crescente qualidade performativa. As artes do espetáculo desempenham um papel fundamental neste processo de criação artística sem que tal implique um desvirtuamento da essência da tradição popular portuguesa.

Dada a sua localização central, o Museu Marítimo de Ílhavo (mais popularmente denominado por "Museu do Bacalhau'), foi o local encontrado para a realização do Congresso de Jovens Folcloristas da FFP, de onde será transmitido para todo o mundo.

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